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Diálogos ibero-latino- americanos sobre geografias feministas e das sexualidades

Joseli Maria Silva
Marcio Jose Ornat
Alides Baptista Chimin Junior (Orgs.)
 
Dados técnicos da obra
Edição: 1a
Páginas: 276
Formato: 16 x 23
Peso: 486g
Miolo: papel ofsete 90g, costurado
Capa: cartão supremo 250g, com laminação brilhante
Ano de publicação: 2017
ISBN: 978-85-62450-48-8
Revisão: Hein Leonard Bowles
Capa, projeto gráfico e diagramação: Dyego Marçal


SUMÁRIO



Prefácio

Kath Browne

Geografias feministas e pensamento decolonial: a potência
de um diálogo

Joseli Maria Silva, Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin
Junior

Abordagens corporizadas: género, sexualidades e
tecnologias
Maria João Silva e Eduarda Ferreira

Heteronormatividad y poder adulto: visibilizando
restricciones de acceso a la ciudad desde una perspectiva
interseccional
Maria Rodó-de-Zárate e Mireia Baylina Ferré

As trans-formações dos corpos travestis e o espaço escolar:
uma leitura que não cabe no masculino e feminino
Ana Carolina Santos Barbosa

A produção de representações para o regramento das
(homo)sexualidades e as contradições inerentes ao
reconhecimento dos processos de marginalização social
Benhur Pinós da Costa

A ‘puta que pariu’: a desconstrução da dualidade entre
sexualidades transgressoras e maternagens na instituição
dos espaços de prostituição feminina
Juliana Przybysz e Joseli Maria Silva

Etapa vital, clase social y estrategias de mujeres jóvenes
universitarias frente a la crisis en Cataluña
Anna Ortiz Guitart e Maria Rodó-de-Zárate

Escritas e inscrições de geógrafas negras
Lorena Francisco de Souza e Alex Ratts

Territorialização das políticas públicas de igualdade de
género em Portugal
Margarida Queirós, Júlia Guerreiro e João Paiva

Violencia de género, circuitos espaciales y micromachismos
Diana Lan

Violencia política: una exploración desde la geografía
feminista
María Verônica Ibarra García

O trabalho feminino na indústria naval em Rio Grande (RS): a reprodução do machismo
Susana Maria Veleda da Silva e Ana Cristina Fabres

Ancestralidade feminina e poder: experiências de mulheres
da Amazônia
Maria das Graças Silva Nascimento Silva, Ádria Fabíola Pinheiro
de Sousa, Elenice Duran Silva, Suzanna Dourado da Silva e
Tainá Trindade Pinheiro

Jornada através da geografia crítica: da geografia agrária à
geografia de gênero
María Dolors García-Ramón



PREFÁCIO

Cada vez que Joseli me fala desse projeto (Rede de Estudos de Geografia, Gênero e Sexualidades Ibero-Latino-Americana) eu não apenas me sinto animada, mas sim inspirada. Este livro não é diferente. O trabalho que ela e outros têm feito sobre as geografias das sexualidades e gêneros destaca-se no mundo todo. A falta de reconhecimento a esse trabalho demonstra as relações de poder existentes e que são exatamente abordadas nesta obra.
Este livro organizado por Joseli Maria Silva, Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin Junior é um marco importante nas histórias das geografias das sexualidades e gêneros. Ele representa um momento em que essa subdisciplina está amadurecendo e trazendo sua contribuição, contestando aqueles que não entendem esse trabalho como ‘geografia’ e contrariando aqueles que falharam em reconhecer a importância do trabalho além do cânone anglo-americano. Fico honrada em ter sido convidada a escrever este prefácio e espero que aqueles que mergulharem nas páginas de Diálogos Ibero-Latino-Americanos sobre Geografias Feministas e das Sexualidades se sintam entusiasmados, mas, mais do que isso, motivados a levar esse trabalho adiante.
Diálogos Ibero-Latino-Americanos sobre Geografias Feministas e das Sexualidades é uma coleção de textos inovadores que congrega autores que têm um propósito comum, mas também traz histórias de colonialismo e relações de poder hierárquicas que criam diferenças. Abordando as complexidades das solidariedades, marginalizações e privilégios, cada capítulo explora feminismos, sexualidades e poder de formas que desafiam as fronteiras dos conhecimentos em relação ao que é geografia, como as sexualidades são manifestadas e quais são as formas em que os feminismos, e especificamente as críticas aos patriarcados hétero e homo, continuam a ser necessários para criar mundos socialmente justos.
Só posso falar a partir do meu próprio lugar, que é a hegemonia branca anglo-americana. Leio o livro a partir dele e, ao fazê-lo, quero sugerir que a dominação das hegemonias e epistemologias anglo-americanas nas geografias das sexualidades e nas identidades de gênero é desafiada por essa coleção. Ela amplia nossos conhecimentos e apresenta saltos teóricos muito importantes. Talvez isso não signifique falar para ‘nós’ (pesquisadores anglo-americanos), e o fato de ser publicado em português∕espanhol faz com que essa obra encontre mais dificuldades para ser ouvida. Mas nós precisamos trabalhar para ouvir, porque é nesse trabalho que podemos nos engajar em um esforço transnacional que leve ao desenvolvimento da subdisciplina das geografias das sexualidades de uma forma nova e inspiradora.

Kath Browne
Professor of Human Geography
University of Brighton


 

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