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Infâncias e juventudes no século XX: histórias latino-americanas

Silvia Maria F. Arend
Esmeralda Blanco B. de Moura
Susana Sosenski (Orgs.)
 
 
Dados técnicos da obra
Edição: 1a
Páginas: 367
Formato: 16 x 23
Peso: 634 g
Miolo: papel ofsete 90g, costurado
Capa: cartão supremo 250g, com laminação fosca
Ano de publicação: 2018
ISBN: 978-85-62450-50-1
Revisão: Hein Leonard Bowles
Projeto gráfico e diagramação: Dyego Marçal
Capa: Chris Dalla Costa
 
Esse livro tambpem está disponível em e-book na Loja Kindle da Amazon. Para adquiri-lo basta clicar aqui.
 
 
   
 
SUMÁRIO
 
 
 
Apresentação
 
Prólogo
Infancias y juventudes en la historia latinoamericana (siglo XX)
Elena Jackson Albarrán
 
 
Parte I
FAMÍLIA
 
Castigar com “moderação e amor”: a criança e o castigo na
interlocução entre o Direito, a Educação e os princípios do
Catolicismo (Brasil: séculos XIX e XX)
Esmeralda Blanco Bolsonaro de Moura
 
A tutela de crianças na Belle Époque: justiça e relações de
gênero (Porto Alegre/Brasil, início do século XX)
José Carlos da Silva Cardozo
 
Assistência à infância e à maternidade na Primeira República: as
experiências médico-filantrópicas de proteção materno-infantil na
cidade Rio de Janeiro
Ismael Gonçalves Alves
 
Três meninas brasileiras pobres: relações de trabalho sob uma
perspectiva interseccional (1930-1990)
Silvia Maria Fávero Arend
 
 
Parte II
CONSUMO
 
Una infancia moderna: consumo cultural, niñez y nuevos modelos
familiares en Clarice Lispector
Alejandra Josiowicz
 
El  Día del Niño en México: del festejo del trabajo a la fiesta del
consumo (1920-1940)
Susana Sosenski
 
À procura da motocicleta perdida: juventude no trânsito brasileiro
e consumo (1974-2000)
Cristiano José Pereira
 
 
Parte III
DITADURAS
 
Cultura material, memoria y microhistoria de la infancia
Patricia Castillo
 
“Pibes” en el centro de la escena: infancia, sensibilidades y lucha
política en la Argentina de los setenta
Isabella Cosse
 
 
 
Parte IV
MENORIDADE
 
Semanas de Estudos do Problema do Menor: debates acerca do
atendimento à infância e à juventude (São Paulo, 1930-1950)
Ailton José Morelli
 
Em busca da família ideal: a Funabem, o abandono de crianças e
a política de “manutenção do menor no lar” (Pernambuco,
1960-1970)
Humberto Miranda
 
 
Parte V
TRABALHO
 
O trabalho infantil em debate na América Latina: primeira metade
do século XX
Eduardo Silveira Netto Nunes
 
Impactos e dilemas do ECA junto à Justiça do Trabalho: a
erradicação do trabalho infantojuvenil na venda ambulante de
jornais (Florianópolis, década de 1990) 
Antero Maximiliano Dias dos Reis
 
 
 
 
 
        
 
 
Apresentação
 
 
, diga-me lá para que serve a história.
Marc Bloch*
 
A indagação com que Marc Bloch abre as páginas da obra Apologie pour l’histoire ou métier d’historien abre, também como epígrafe, as páginas desta coletânea porque não deixa de ser oportuno retomar as clássicas inquietações que têm movido, desde sempre, a historiografia mundo afora.
Resultado do Grupo de Trabalho História da Infância e da Juventude, filiado à Associação Nacional de História (Anpuh-Nacional), assim como da participação de alguns de seus membros na criação da Rede de Estudos de História da Infância da América Latina (REHIAL), aqui também representada, os capítulos desta coletânea trazem reflexões sobre crianças e jovens brasileiros, não sem contemplar a infância e a juventude de outros países latino-americanos. Dedicados, não obstante, a estudar segmentos da população tradicionalmente à margem da escrita da história, demonstram o quanto a temática se encontra, atualmente, consolidada como linha de pesquisa em grande parte da América Latina, uma consolidação que é caudatária das múltiplas e, muitas vezes justapostas, experiências de meninos, meninas e jovens em diversas esferas da sociedade. Experiências, portanto, plenas de significado, que permitiram a cada um dos autores presentes nesta coletânea fazer da infância e da juventude o foco por excelência de suas análises.
A leitura destas páginas permite estabelecer conexões entre umas e outras regiões da América Latina, conexões entre histórias a um só tempo únicas e plurais no transcorrer do século XX. Nesse percurso literário, tracejado por crianças e jovens latino-americanos, confluências se estabelecem em meio à inegável diversidade do continente que nos abriga. Se crianças e jovens podem ser situados em experiências que se assemelham, são visualizados igualmente à luz das especificidades históricas de seus próprios países. Em meio a esse interessante movimento em que similitudes são replicadas, porém, sem subverter o que é distinto, nos reconhecemos tanto como latino-americanos, quanto como brasileiros, argentinos, chilenos, mexicanos, isto é, no interior das fronteiras ditadas por nossa identidade nacional.
Que a leitura desta coletânea possa despertar em cada leitor, em cada leitora, a percepção de que a historiografia nada tem de diletante, de que a história é dinâmica, um guia a nos orientar na compreensão de nossa contemporaneidade, capaz de renovar, no que é preciso, o olhar de cada um de nós diante de nossa infância e de nossa juventude, de torná-lo, a partir do conhecimento que proporciona, mais atento em relação às questões econômicas, sociais e políticas a que suas vivências aludem. Que a história cumpra sua finalidade e permita, a quem se debruçar sobre estas páginas, reconhecer a agência de crianças e de jovens em sua plena abrangência social: no reduto familiar; nos bancos escolares; nas instituições correcionais; no mundo do trabalho; diante de modelos de comportamento que lhes foram impostos nem sempre mediante sutilezas; frente à intolerância a que as instabilidades políticas muitas vezes deram ensejo; empenhados no propósito de granjear o reconhecimento dos próprios direitos e as garantias sem as quais estes teriam ecoado no vazio. Que a leitura destas páginas permita, em suma, a quem por elas se interessar, perceber o quanto é legítimo, além de nada irrelevante, o lugar que coube e cabe a crianças e jovens ocupar na América Latina.
Por fim, agradecemos à Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (FAPESC), que contribuiu sobremaneira para que esta obra se tornasse uma realidade mediante os recursos financeiros da Chamada Pública no 4/2014 do Programa de Apoio à Infraestrutura para Grupos de Pesquisa da Udesc.
 
 
As organizadoras
 
 
 
 
 
 
 
 


* BLOCH, Marc. Introdução à História. Tradução de Maria Manuel Miguel e Rui Grácio. Lisboa: Publicações Europa-América, 1965. p. 11.
 

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