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PG de A a Z & outras crônicas


Ben-Hur Demeneck
Edição: 1a
Páginas: 132
Formato: 20 x 20 cm
Peso: 270g
Miolo: papel ofsete 90g, costurado
Capa: cartão supremo 250g
Ano de publicação: 2013
ISBN: 978-85-62450-33-4
 
Descrição
“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.” (Tolstoi)
O livro é uma peregrinação por lugares famosos ou pouco conhecidos de Ponta Grossa, com referências a Castro e a Palmeira, mas as personagens, dramas, comédias e situações peculiares poderiam existir em todo lugar, o que torna a leitura atrativa para quem vive em qualquer cidade do Brasil e do mundo.
O autor define a obra como “um livro de uma cidade em que o possível esquece de acontecer”. No entanto, a inspiração poderia ser a célebre frase de Liev Tosltoi: “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. A coincidência do lançamento com o aniversário da cidade também foi planejada; “mania de cronista”, segundo Demeneck.
PG de A a Z é um livro-alfabeto. Além da crônica-título, apresenta 26 crônicas, tal como são 26 as letras do alfabeto. Para A, há a crônica “A árvore que dobrou a esquina”; em T, o “Túnel do matadouro”; em C, “Churros no plural”; e em S, “Sex and the PG City”.
O livro conta histórias pouco conhecidas e muito interessantes, como a da vez em que o escritor Paulo Coelho ficou “hospedado” no 13º BIB, durante os anos de chumbo. Ou o caso do cemitério das 10 mil cruzes sem identificação, a Praça dos Aposentados - na qual nunca se viu um homenageado dando milho aos pombos -, e a oficina de afinação de gaitas à beira da BR-376.
São revelados flagrantes do cotidiano, modos de falar e hábitos, em rajadas de referências pop e folk, como “pinhão”, “Blanka”, “Keith Richards”, “Jabulani”, “tigrada” e “pierogue”. Nostalgia, infância e até filosofia se combinam com bom humor.
PG de A a Z é um lançamento da Todapalavra Editora, com direção de Hein “Jacu Rabudo” Bowles, ilustrado com fotos de Alceu Bortolanza e concepção gráfica de Elisson "Bilo" Cruz. Tem o prefácio assinado pela cronista catarinense Regina Carvalho e a orelha pelo publicitário Elias Lascoski.
Apresentação

Tem muita pulga atrás desta orelha
Se você quer explicações sobre Ponta Grossa, leia os jornais. O jovem guerreiro Ben-Hur veio para confundir. Entre essas orelhas (do livro e do autor) há muito sobre a anárquica Ponta Grossa e a monárquica Princesa dos Campos, mas nenhuma certeza.
Inquieto, BH catou moleskine e esferográfica de ponta grossa, trilhou caminhos nada suaves e produziu sua cartilha. Do Boa Vista ao Cará-cará, caminhandinho por subidas, banhados e carreirinhos, para saber se existe amor em Ponta Grossa. Auscultou suas entranhas e, com um nó na orelha, descobriu que ela tem coração!
Deu nisso: um livro-alfabeto, com as três letras gringas agregadas, pra não deixar nenhum Penchowsky de fora. Nele abundam ponta-grosseiros, ponta-nonsenses, ponta-cabeças, ponta-grossenses com hífen intacto - tantos gentílicos de tanta gente: gentis, gentios, zés-oreias - espécimes catalogados nas crônicas ben-hurianas.
Sem precisar de sobrenome, BH prova que decifrar este entroncamento rodoferroviário é custoso, mas possível. Índio véio ou indie novo, cole a orelha na linha do trem e “vá pra cidade, piá”! Depois pare, olhe e “escuite” o que a maior cidadezinha do Paraná tem a dizer.
E se você é bem ponta-grossense mesmo, encha o livro de orelhas de burro, procurando defeitos pra falar mal. Faça as orelhas do autor ficarem assobiando de quentes. Só não seja indiferente. Deixe isso pros curitibanos.
Elias Laskoski
 
Prefácio
BHD, sem A nem Z, mas com PG
E ele me disse: os cães vêm de toda cidade, procurar pelo mais sábio, o líder deles todos, Catatau, que mora na UFSC. Vinham atrás de seus conselhos, de sua coragem pra luta, de sua capacidade de afeto.
E este era Ben-Hur, quando fazia a Especialização em Jornalismo na nossa universidade catarina, e cursava Literatura e Jornalismo, um estudo da crônica,comigo. E eu sou uma pessoa da área literária, não sou jornalista. Ensinava crônicas, e até, durante quase dois anos, fui cronista do jornal A Notícia, de Joinville, SC. Durante este período, ele morou perto de casa, e ocasionalmente nos encontrávamos a caminho da universidade. E nos divertíamos muito “cronicando” nessas caminhadas, construindo aquilo que – metida a besta como todo professor que se preza – apelidei de “crônicas peripatéticas”.
Então, não é com pouca satisfação, até algum orgulho, que aceitei apresentar seu livro, pensando, enquanto o fazia, naquilo que caracteriza um cronista e, mais que isso, UM BOM CRONISTA, exatamente o que Ben-Hur é. Senão, vejamos:
1. A variedade dos assuntos e dos enfoques. Na crônica se trabalha com o desimportante, colocando as coisas mais simples sob uma luz que lhes empresta importância e beleza – ou lhes acentua a feiúra. Arrabaldes, formigas, cães de rua, aposentados jogando truco em praças que não são praças, a decepção pelo não comparecimento do ídolo, o futebol de divisões que não a especial... É um universo de quem é capaz de espalhar afeto em cada olhar, em cada palavra.
2. Mesmo os cronistas jovens aproveitam o passado, exploram suas memórias, se habituam a comparar as mudanças. Com isso, produzem textos deliciosos e interessantes, sobre os primeiros videogames, por exemplo, que povoaram a sua adolescência, são totalmente ultrapassados para um adolescente de hoje, e sequer suspeitados por geração tão antiga quanto a minha.
3. É muito próprio da crônica evitar falar sério, e ser debochada, irônica, detalhista ao extremo em alguns retratos, generalista ao extremo em outros. Panorâmicas e zooms, dando uma geral para limitar e perceber melhor, se aproximando muito para destacar detalhes. Precisa ser observador... e atilado, esperto às pampas, para essa “sacação” toda. Mas o quadro que se forma é muito, muito especial.
4. Do ator nacional ao roqueiro internacional, do popular desconhecido ao amigo nomeado, do videogame antigo às inovações tecnológicas, ruas, veículos, canções, filmes, ruídos: tudo que compõe esse nosso universo multifacetado em novos e antigos, apocalípticos e integrados.
5. E imagens simples, divertidas, saborosas. Sem dúvida esta é a melhor parte, em cada texto, em cada linha. MA-RA-VI-LHA!
Nascida e moradora de Florianópolis, uma cidade em que um bairro chamado Saco Grande acaba por ter o tradicional nome alterado, para não causar “vexame” aos pudicos e hipócritas moradores, que nem se lembram de que em Niterói há o Saco de São Francisco, pela mesma e topográfica razão, acho lindo que se brinque com a maliciosa ambiguidade de Ponta Grossa, sem no entanto se pensar em mudar nada. Mas há uma Ponta Grossa a que jamais se poderá deixar esquecer a responsabilidade terrível de conduzir Paulo Coelho ao sucesso literário...
Regina Carvalho
Sobre o autor
Ben-Hur Demeneck é jornalista formado pela UEPG e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Pesquisador de jornalismo, foi editor do jornal Grimpa entre 2005 e 2006. Colaborou com crônicas para os jornais Diário dos Campos, Diário da Manhã e Jornal da Manhã, assim como para a TV Globo.
Em 2010, a Secretaria de Cultura lhe concedeu o Mérito Cultural Ribas Silveira, por sua contribuição à cultura ponta-grossense. Entre os prêmios literários, obteve menção honrosa no 21° Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski. Foi professor da Especialização em Jornalismo Literário da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL). No campo acadêmico, sua dissertação de mestrado pela UFSC recebeu o Prêmio Adelmo Genro Filho da SBPJor.
E-mail: b.demeneck@uol.com.br
Saiba mais
Acesse o BOOK TRAILER do livro, AQUI

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